Novamente Woody Allen vem com um grande argumento, sua capacidade de criar histórias pequenas e cheias de diferencial é invejável. Um cineasta com cegueira psicossomática, tendo de esconder o problema para não ver sua carreira ir pelos ares. E se pensarmos que Allen sempre tem pequenos ensinamentos de vida para expor em seus filmes, já temos aqui a garantia da necessidade em conferir mais uma de suas obras.
O porém é que o filme para na ideia e nessas falas isoladas e cheias de ensinamentos do cineasta já que as gags não funcionam, as piadas parecem pouco desenvolvidas, a verdade é que o humor falha, e temos apenas mais um de seus trabalhos diluídos, com exageros de seu próprio toque pessoal (chega a ser irritante a incapacidade do cineasta “cego” não olhar para o lado certo quando fala com alguém), uma tentativa que não deu certo, mesmo que assim mesmo ele cutuque a critica Americana dizendo que os franceses é que o entendem, ou a fala genial dizendo que todo marido devia ficar um pouco cego para perceber a esposa que têm (mesmo raro, mas há os casos inversos também).






